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domingo, 17 de junho de 2007

Brilhante Vontade

Na vontade impregnada dentro de sua mente, o ser sonhante se esquece da vida mal agradecida a cada momento que sonha. E sonha como uma criança de olhos brilhantes. Fala tão intensamente como se cantasse um verso vívido como se fossem belas canções transformadas e vibradas dentro de si.

Duuda Calheiros

Aquele Ser Sonhante

E lá estava ela, em sua solidão forçada, em meio aos seus sonhos desgraçados e perto de uma vida sem escolhas. Lá está ela, sem direção, sem rumo e sem idéia. Lá está ela na sua simples vontade de perdição, lá está ela. Lá está ela correndo por tudo, correndo do nada, lá está ela, cansada. Ela pensa, imagina e sente, sonha com algo diferente, alguma ação inconssequente. Dorme, cansa dessa aventura entediante.

Duuda Calheiros

domingo, 10 de junho de 2007

Como Borboletas


Nos meus pensamentos destroçados vagam as mais tristes lembranças e os desejos mais embaraçados, porém eles se enlaçam, enroscam com as mais profundas alegrias e aventuras extraordinárias. Por isso ando com calma, para os pensamentos não se misturarem rápido demais e os sentimentos voarem como borboletas.

Duuda Calheiros
○ Foto por Alice

Queria Tanto

Queria escrever algo inteligente, algo que mudasse a visão das pessoas sobre algo, queria escrever algum poema pra se sonhar, queria fazer a diferença, queria ter criatividade suficiente para lidar com todos os assuntos existentes, queria escrever sobre poluição, desmatamento e corrupção, queria ser poeta, queria ser escritor, queria até mesmo ser compositor. Queria escrever algo tocante, queria fazer chorar e rir, brincar com o sentimento dos outros, fazer mágica com palavras, fazer versos e rimas apaixonantes, queria entender, queria explicar, queria me responder, queria aprender, queria gostar, ou até mesmo viver de querer. Tava com vontade de fazer a pessoa que lê vibrar, pular, e se arrepender, querer mudar algo, querer diferenciar, queria tanto... Mas mesmo assim, mesmo me dizendo que eu não conseguirei acabar com a poluição, desmatamentos, corrupção, fome, Bush, mesmo me falando isso o tempo todo, não me contento com o trágico fim que terá esse texto, pois a inspiração se perdeu no meio de toda essa poluição, e a vontade de mudar foi engolida, junto com um sanduíche da McDonald's. Um medíocre sanduíche onde milhares de pessoas comem sem piedade, outras contam as calorias, e outras babam as propagandas de revistas jogadas no lixo. Na barriga de alguns, o sanduíche aquece, porém em outros, lhe mostra a pobreza que o cerca, e como ele nunca poderá comer esse Cheeseburguer que faz parte do cardápio diário daquela criança que chora quando vê que o seu "presente" no McLanche Feliz foi o personagem que ele menos gosta do filme que está passando no cinema. Queria mudar isso, queria mudar o pensamento das pessoas, e queria desaparecer com tanta futilidade que já está impregnada em minha mente. Queria ser um super-herói, queria salvar crianças do futuro trágico, queria ser Robin Hood, queria ser famosa, queria ter dinheiro pra mudar isso tudo, mas também queria que até lá a minha cabeça esteja dominada pelo império Dolce Gabbana. Queria voar, queria ter um QI acima do normal, queria inventar um jeito de acabar com isso tudo, queria até mesmo participar de uma quadrilha de sequestros, e sequestrar o presidente, pedir um resgate bem alto, e com isso, dar um primeiro brinquedo àquela garotinha que os ossos são distinguíveis mesmo com a fina pele cobrindo-os. Queria fazer poesia com isso, queria sair correndo, queria ajudar, queria mudar, queria mostrar a beleza que ninguém vê, queria que as pessoas parassem de pensar apenas no dinheiro, queria que as pessoas vissem que daqui a um tempo nada mais vai existir, queria chocar, queria viver, mas também, queria viver sabendo que mudei algo, queria viver sem ter aquele peso na consiência de que tudo é a minha culpa, queria que todos tivessem esse peso na consciência, assim saberiam como o mundo realmente é, e talvez isso mudasse algo. Queria mudar, queria tanto...

Duuda Calheiros

sábado, 2 de junho de 2007

Minha casa

Existe um lugar, bem longe daqui, pra se chegar lá tem que se ter muito mais que dinheiro e um avião, tem que se ter muita vontade e imaginação. Ao chegar lá, você vai se deslumbrar de felicidade, vai ter vontade de correr, de pular, de gritar e de chorar. É tão lindo, é seu sonho. No fundo se toca um blues, até mesmo uma bossa nova, o que você quizer, uma música agitada e alegre para quando você estiver dentro do carro com velocidade, ah, não se esqueça, abra a janela para sentir aquele vento úmido bater em seu rosto, para sentir os cabelos chicotearem a sua face, para ouvir aquele zumbido de felicidade. Feche os olhos, não por muito tempo, logo você estará de frente para um campo florido, e logo mais, algumas montanhas surgirão, um rio passa ao seu lado, agora é a hora de gritar, e grite logo, antes que a música mude. Você vê as pessoas passando rápido, pessoas comuns, como em qualquer outro lugar, mas tem uma diferença, lá não existe pobreza, muito menos tristeza. E no rosto dessas pessoas se pode ver uma expressão de felicidade completa, a mesma que você sente ao vê-las. Não tenha medo de acenar para elas, essas pessoas retribuirão, pois lá também não existe o medo. Agora vem a empolgação, desça do carro, pare por um segundo no alto de uma dessas montanhas que antes você via de longe, está vendo a beleza? Tire uma foto, é nessa hora que começa a tocar um pagode, dê um sorriso e começe a rir, ria dos problemas no qual você já se preocupou, ria das pessoas que já aturou e até dos choros bestas que você já chorou. Sim, a invasão de sentimentos durou muito tempo, agora, depois de várias fotos tiradas, pegue a sua mochila e se ponha a correr, se perca, mas nunca deixe de escutar a música que toca, agitada e de sincronia com os seus passos apressados, como se estivesse dançando acompanhando o ritmo da música, mas não perca tempo olhando para os pés, prenda bem o cabelo e se jogue no desconhecido, cante junto, pule, e corra com todas as suas forças, olhe como tudo é diferente, é mais bonito, é mais perfeito, sim, essa é minha casa. Onde as montanhas cortam o céu azul, onde o ar puro bate em meu rosto, onde a música toca sem interrupções, onde o sol brilha com mais intensidade, onde as pessoas são mais felizes, onde os problemas fugiram e nunca mais voltaram, onde a razão está com você, onde a história é você quem faz. Esqueça, esqueça que estará longe desde lugar em poucos dias, esqueça isso, esqueça tudo, pois lá é a sua verdadeira casa, a sua verdadeira família, onde sonhas e sonharás todo dia, mesmo depois de já ter encontrado.


Duuda Calheiros,
  • Lembrando Portugal.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Teoria de Botequim

Queria arrumar explicação pra tudo, mas isso deprime, deprime saber que sabe de tudo. Queria descobrir como nosso coração dá uns pulos de vez em quando, queria saber qual a mágica das flores e queria descobrir qual é a fórmula da felicidade. Mas sei que talvez nunca conseguirei descobrir, poderia ficar triste por isso, mas fico feliz, dou pulos, nem sei porque faço isso, mas é exatamente por isso que eu pulo, pulo porque não consigo entender nada, porque não tenho capacidade mental e pelo simples fato de continuar vivendo aos cinco anos. Abro um sorriso, não entendo, pra que tentar entender, tudo perde a mágica, tudo perde a felicidade. Por que não dizer que nosso coração dá pulos de repente porque ele quer acompanhar a sua música!? Por que não dizer que o chiclete é feito de borracha mordida!? Por que não dizer que devemos tomar cuidado ao chegar perto da televisão, pois podemos cair dentro dela! Tudo seria mais interessante, a gravidade existe apenas porque o nosso planetinha se sente sozinho nessa imensidão e nos quer grudados a ele, mas cuidado, a Terra não quer ser destruída pela sua compania. Ninguém deveria pensar em explicações lógicas, ninguém deveria tentar responder nada, deveria falar a primeira coisa que vem na sua mente e dar uma explicação, todas as pessoas achariam explicações pra tudo, afinal, estou escrevendo pelo simples fato do lápis envolver a minha mão e colocar no papel tudo que gosta, e o papel algumas vezes modifica tudo, como ele gosta, e como eles foram feitos!? Simples, foram andando até o mar, pegaram a primeira pedrinha que acharam e então deram três pulinhos, então se fez o meu lápis e o meu papel! Parece que ninguém entende, mas é tão simples, tão fácil, por que tentar deixar tudo mais difícil e apenas com uma só explicação!? Poderíamos ter uma explicação para cada pessoa no mundo, eu, por exemplo, nasci a partir de um nuvem, é, ela não tava afim de continuar naquele céu e quis ver as coisas daqui de baixo. Não consigo entender, mas consigo explicar, não consigo entender como viver com todas aquelas explicações cientificas, todas aquelas coisas inúteis que todo mundo decora e nem sabe o porquê, mas eu digo que sei, sei dar a explicação para qualquer coisa! Pode me perguntar, vou te mostrar que com a melhor filosofia de botequim é possível formular a felicidade, que a partir do simples fato de começar a chover quando estou na esquina de casa e me fazer chegar completamente molhada foi porque eu tinha que sentir essa chuva. E que chocolate milk absorve a sua mente, fazendo-a se transformar e sair andando por aí soltando vivas, entendeu!? Sei como funciona a fabricação de um bom-bom, sei como um avião consegue voar, também sei que nesse antro de futilidades no qual vivemos, sempre tem alguém que vai adorar ver um poney saltitando, ao ver, vai perceber que a sua futilidade era inútil, e vai parar de tentar entender porque aquela blusa é mais cara que essa. E vai aderir a nova filosofia chocante, a filosofia do não entendimento. Posso ter começado a escrever sem motivo, apaguei diversos assuntos, de poluição ambiental até chicletes no cabelo, posso ter aderido a nova teoria de que só se escreve coisas inúteis, posso não ter entendido nada. Mas é assim que eu quero! Vamos, tente! Ou vai dizer que esse carinha aí dentro da sua cabeça nunca te disse que misturar macarrão com halls é gostoso!?

Duuda Calheiros.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Céu, e só.



Queria ser feito o céu, que na sua plenitude
sincera, consegue desenhar as formas mais
belas que se diferenciam a cada olhar.


Duuda Calheiros.