Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Narração esportiva de um dia com a irmã...

A gente tava pensando em ir no cinema; deixa eu ver quanto eu tenho, pronto, cinco reais pra você e cinco reais pra Duda, mais dois reais pra vocês tomarem uma coca; tá, beleza, num dá pra uma coca mas a gente bebe água; ...; bora ouvir o jogo do Corinthians pelo rádio?; bora; então bora no comprebem comprar lanche; ...; precisa de creme de leite pra comer com morango; tu queres que nem eu fiz lá em casa?; é; (um caixinha de morango, uma caixinha de creme de leite, uma lata de leite condensado, uma saquinho de Mágico [protótipo de Nescau, mais barato claro!], 2l de Kuat light, 4 saquinhos de salgadinho gratícia [protótipo do Torcida, novamente mais barato] e se a grana desse uma barra de Hersheys; alguém aí anotou quanto a gente tinha levado de grana????; pi, pi, pi, pi... subtotal R$12,28; (esconde a barra de chocolate na cestinha perto do caixa); errrr, moço dá pro senhor tirar aí um salgadinho desse? o de queijo que a gente pegou dois...; produto cancelado, troco de 30 centavos; ufa, ainda saímos no lucro!; primeira coisa a se fazer em casa, os morangos...; ... lava, tira as folhinhas põem num pote (não num copo alto duda!), mistura o creme de leite com o açúcar...; pera... açúcar é?; é; tem não...; quer que eu vá na vizinha pedir?; vai lá!; ...; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk; que foi?; eu pedi uma xícara, a vizinha deve ter ficado com dó e me ofereceu o saco; de quê de açúcar?; foi!; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk²; (mistura tudo e come); depois fazer o brigadeiro né...; começamos a ouvir a narrativa do jogo na cozinha mesmo; alguém aí quer matar Adilson Gomes? um dos locutores? faz favor!; assim que o brigadeiro fica pronto, comer né?; mas a gente ficou enjooada logo e fomos pra sala terminar de ouvir o primeiro tempo comfortavelmente deitadas; passaabolapradiegopassaprabiaeéescanteiparaosport...; Duda tu ouviu do que foi que o cara fez propaganda aí?; foide... sbrubles?; kkkkkkkkkkkkkkkkkkk não, foi de Pitú!; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk²; ei! esse Diego aí é de que time?; (é disso que dá ser torcedor fuleiro e só saber identificar jogador pela Tv!); deitadas... alice no chão... ventinho... 40 minutos depois...; vaibateroescanteioprosport...(torcida gritando loucamente) GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL; alice desperta...; foi gol do Sport; ahhhhh...; é lasca se fosse gol do Corinthians ele ia dizer "Gollll"; hehehehehe provavelmente! quanto tempo de jogo Duda?; terminaojogoaquinailhadoretiro!goldosportaos47minutosdoprimeirotempo; puta que o pariu! essa foi foda!; diga aê Li?!; (telefone toca é Fred perguntando se a gente não quer ir na casa dele pra ele tomar banho e voltar com o carro); (beleza!); começaosegundotempoaquinailhadoretirosportumcorinthiansZEEEERO!; afffê!; goldocorinthiansaosonzeminutosdosegundotempo (Gollll); (ei Alice, vai descendo que a gente tá já chegando; tá!); painho, o jogo tá um a um visse?; (indo pra Candeias, em frente ao shopping Guararapes, com o raidinho na mão); passafulanoeégol (grito da torcida duplamente insandecida) GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL; e a narração acaba por aí né? afinal 30 minutos do segundo tempo, com o Sport ganhando, não tem pra quê narrar o jogo...; sobram 20 minutos pra falar de cada detalhe do gol do Sport; (de volta pra casa); ei! tô com fome!; a gente também pow...; bora comprar esfiras?; eu e Duda a gente só tem 5 reais; Beleza, eu tenho 15 aqui; moça a gente vai querer uma sugestão dessa aí; e as esfiras vão ser de quê?; 6 de carne e seis de queijo; mais alguma coisa; bota aí moça mais 6 de carne e mais seis de queijo pra gente ver quanto fica?; ficam vinte reais e oitanta centavos.; ó aí eu tenho os oitenta centavos aqui!; pow Li a mulher não colocou limão!; tem aqui não?; tem não...; pega o azeite aí!; porra tem três aqui!; três não tem dois; não, três, um tá fechado!; ahh; pego qual?; sei lá!; (telefone toca e a situação é essa: Eduarda com a mão POOOOOODRE de farinha e azeite, Fred na mesma situação com o agravamento da vergonha e eu no banheiro mesmo acreditando que ia morrer de uma cagada!); que é que vocês tão fazendo?; comendo esfira; quem comprou?; Fred; ainda tem?; tem 2 de carne e 2 de queijo e um kibe; guarde pra mim e pro seu pai; tá...; li, coloca aí na toamada pra mim; dá não duda...; pera deixa que eu coloco (cama afastada da parede uns 50cm!) pronto!; sim e eu vou dormir em cima do fio; não pera...; (uma magrela debaixo da cama puxando um fio... consegua na 8726447 tentativa...); tudo isso pra tu ouvir uma música e meia e dormir; ... toma um fone pra tu; é o quê?; Lisbela; tá...

Escrito por Alice, com o meu apoio moral.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Sabe Quando Chove no Sertão?

Segundona vai, segundona vem, é sempre a mesma coisa, uma rotina triste, porém, desde o domingo de noite eu sabia que hoje não seria um dia normal (música de suspense). Domingo de noite, lá estava eu, com mamãe e papai assistindo um filme nada educativo, de um cara que começava a matar as pessoas só porque ele estava sem emprego, essas pessoas que ele matava eram possíveis concorrentes na empresa, é, uma boa idéia para o futuro, irei aperfeiçoa-la... Dormi normalmente, segundona de manhã, vou para o colégio para receber algumas notas, entregar um trabalho muito bem feito, e conversar sobre a feira de conhecimentos, detalhe básico: a feira de conhecimentos é no fim do ano. Entrego o trabalho e fico esperando o professor para começar a falar sobre Hitler ou Vargas, é, depois de muito tempo ele chega e começa a discutir o assunto conosco, e chegamos a conclusão que antes iríamos falar sobre Hitler ou Vargas, agora falaremos sobre Hitler, Vargas, Stálin, Bush, Perón, e outras carícaturas mundialmente conhecidas (mais de dez). Depois de muito tempo, eu e Luquinhas vamos felizes e saltitantes gastar dinheiro na cantina do colégio, compramos Mentos, eu, linda e maravilhosa, coloco cinco na boca (ok, era do mentos pequeno e colorido, com suco de frutas!!), é, como era de se esperar, me engasgo, me entalo, e começo a ficar sem respirar, um completo ataque, mas logo depois melhora, depois de um completo pânico, é, essa foi a minha primeira quase morte do dia. De tarde, vou para o curso de inglês, a chuva tinha parado, então, passo na casa de Sofia e fico conversando com ela enquanto a espero terminar de se arrumar, chegamos no curso de inglês, temos uma aula normal e feliz, no final dela, já chovia muito³ lá fora, não é pouco não! Caia o maior toró, o mó pé d'água! Sim, o que fazer se somos todos feitos de açucar e não podemos ir na chuva, senão derretemos!? Ok, resolvemos colocar a nossa vida em risco e vamos atravessar a rua (Domingos Ferreira pra ser mais exata, pra piorar a situação), não posso deixar de dizer quem estava na "aventura", eu, obviamente, Sofia, Alex, Luiza, e Leo. Todos atravessaram a rua juntos, com as pastas e livros inúteis na cabeça, sem contar com chinelos molhados que saíram do pé enquanto se fazia a travessia, algo lindo, realmente. Depois, todos se encolheram em um guarda-chuva minúsculo, e foram lá, feito poneys saltitantes extremamente molhados, é, a minha segunda quase morte foi ao atravessar a rua, e a terceira será de gripe. Com muito esforço, chego em casa, é, nesse exato momento a chuva pára, ironia sobra! Agora vou me enxugar, ok!? *:

Duuda Calheiros,
créditos a Luquinhas,
que me salvou, a Sofia, Leo,
Luiza, e Alexandre com seu
guarda-chuva.

sábado, 2 de junho de 2007

Cuidado com a Íra do Atum

Lá estou eu, saltitando alegremente até a cozinha, então minha mãe está lá, feliz da vida me pergunta se eu gostaria de lhe ajudar a fazer a janta, ok, a primeira resposta que veio a minha mente foi um não, porém tive pena de fazer desaparecer o rosto alegre de Tia Bel, e disse um sim, no qual me arrependeria amargamente depois. E lá fomos nós, pegamos o patê de atum light, maionese light, uma colher, e uma tigela. Fui abrir a lata do patê de atum, fui andando calmamente até a gaveta onde guardamos talheres e coisas do gênero, ah, vamos ressaltar que é uma gaveta minúscula recheada de facas e coisas cortante e pontiagudas, tudo misturado e aos montes, no qual você demora anos para achar a faca do pão, imagine então um pequeno e singelo abridor de latas amarelo gema!? Sim, caso você não ache nessa gaveta, procure na debaixo, que tem o mesmo tamanho e quantidade de coisas que a de cima. Mas então, voltando a nosso historinha, a nossa heroína, eu, fui lá procurar o abridor de latas, sim, eu amo abrir latas, então começo a procurar rápido, pois a alegria de se abrir uma lata de atum é sensacional. Sim, morro procurando o bendito abridor de latas, a raiva vai se espalhando por mim, cadê o abridor de latas!? Vou para a gaveta de baixo, procuro, procuro, procuro, mas não acho nada, me canso e xingo o mundo inteiro por não ter achado o patê de atum, minha mãe, na mais perfeita calma, vai procurar o abridor de latas nas mesmas gavetas que eu havia acabado de procurar, sim, devo ter algum distúrbio mental por não conseguir achar um abridor de latas nas gavetas, por isso, ela vai lá checar se eu sou anormal, ou se eu realmente não achei. Sento em um banquinho e fico assistindo a cena, após um belo tempo, ela chega a conclusão que eu não tenho nenhum problema, diferente do que muito pensam, e que eu realmente não achei o abridor de latas. Então reviramos a cozinha, as duas de completo mau humor, minha mãe então propôs a bela idéia de pedir para a vizinha nos emprestar um abridor de latas, ligamos para a casa dela, porém ninguém atende. Tristes, e sem esperanças, voltamos a procurar o abridor de latas. Vamos até a sala, onde se encontra painho, na mais perfeita calma assistindo TV, olho para ele como se perguntasse "o mundo está aqui acabando, a gente não consegue achar o abridor de latas e você está vendo velhinhos degustando vinhos de mais de dois mil reais!?", sim, penso isso, mas ele nem percebe que estou lá, continuo a procurar o abridor de latas na sala. Depois de um bom tempo ele nota a minha inspiradora presença e me pergunta o que estou procurando, respondo com voz de ocupada que o abridor de latas foi abduzido, então ele fica um tempo parado pensando e logo diz que tem um estojo, e me pergunta onde está o estojo dele. Olho-o incrédula, o que um estojo de couro que faz propaganda de uma empresa tem haver com o abridor de latas!? É, lá dentro tinha um abridor de latas, mas então, onde está o estojo!? Lá vamos nós procurar o estojo, e o que antes se resumia em procurar o abridor de latas na sala e na cozinha, se transformou em procurar o estojo de painho que deve ter um abridor de latas, e procurar na casa toda. Ok, a heroína de nossa história pode ser inteligente, porém ela não é ninja. Lá vamos eu e mamis procurar o bendito estojo que tinha o abridor de latas dentro, mas então, onde estava minha mãe?! Não, ela não foi abduzida, não, eu não vou sair procurando a minha mãe, ela estava na cozinha, novamente procurando o abridor de latas nas gavetas que eu já tinha procurado duas vezes (pra ter certeza que não tenho problema nenhum). Chamo ela para me ajudar a procurar o estojo de painho, ela olha para mim, não havia entendido nada, e continua a procurar nas gavetas, fico um tempo olhando a cena e depois vou a procura do estojo de couro. Saio pela casa, procuro em várias bolsas, e desde sala até banheiro, mas não acho. Entro no quarto de meus pais, a lâmpada do quarto deles está queimada, ou seja, não acende, então temos que ir até um abajour e acender a lâmpada que só ilumina metade do quarto. lá vou eu, cega, até o abajour e o acendo, na hora que tiro a minha mão do mesmo, a sinto bater em algo, a luz do abajour acende e o rádio, que estava no chão, começa a tocar (não me perguntem como o rádio ligou). Olho para baixo e vejo um copo quebrado, em pouco tempo percebo que é um daqueles copos lindos que fazem parte de promoções, e que a promoção já havia acabado, ou seja, sem copos para substituir. Lá vou recolher os pedaços do copo, sem antes desligar o rádio (medo do rádio), me estresso rapidamente com esse trabalho de corno e chamo mamãe para catar os pedaços do copo por mim. Começo a procurar, novamente, o estojo de painho que provavelmente tinha um abridor de latas dentro. Não acho, volto a cozinha, onde minha mãe já havia terminado de catar os pedaços quebrados do copo e começo a pegar faca e abridores de vinhos para tentar abrir a lata de atum, sem sucesso, como era de se esperar, olho com raiva pra cena e me sento em um banquinho. Mamãe liga para a vizinha, que atende (antes ela estava tomando banho), então pede um abridor de latas emprestado, sim, ao contrario do que muitos pensam, a vizinha tinha um abridor de latas, sim! Pegamos e então eu pude, finalmente, ter a glória de abrir a lata de atum. Fico pensando se era o meu destino tentando interferir na abertura da lata de atum, não sei, se tiver algum problema de estômago ou morrer por causa desse patê de atum, eu te ligo avisando. Mas então, dá licença que agora vou comer pão com patê de atum.

Duuda Calheiros,
que afirma que todos os fatos citados
acima realmente aconteceram.
E que patês de atum têm alguma
influência sobrenatural sobre rádios.